10 ago 2018

A vida é muito louca ou muito óbvia?

Quem acompanha blogs desde o início, há uns 10 anos atrás deve se lembrar que os “jornalistas de verdade”, aqueles que trabalhavam em revistas de moda e programas de moda na televisão, andaram se revoltando contra as blogueiras. Isso porque, na opinião deles, nós não estávamos capacitadas para falar sobre moda… apenas eles que, sim, eram jornalistas!

Só que assim, muitas das blogueiras tem formação de moda ou, pasmem, de jornalista. Isso mesmo, euzinha aqui sou formada em jornalismo e pós graduada (em Milão, em uma das melhores escolas de moda do mundo) em moda. Outras meninas realmente não tem algumas dessas formações, mas entendem do assunto simplesmente porque gostam. E qual é o problema disso? Pra mim, nenhum, para os tais “jornalistas de verdade” na época, todo!

Eles achavam que nós estávamos ali na semana de moda paulista apenas pra brincar, pra aparecer, pra se divertir. Na cabeça deles não éramos profissionais, blog não era nada além de um passatempo bobo.

De fato, nem nós sabíamos do poder que os blogs teriam em tão pouco tempo! Fazíamos sim por diversão, mas mais ainda por paixão. Dinheiro não tinha, mas o mundo estava mudando e preparando uma surpresa grande para todos os lados. Digo “surpresa” porque nem nós, nem eles, os jornalistas, sabiam o que estava por vir.

Não demorou muito e o jogo virou… porque assim é a vida! Uma enorme roda gigante, um dia você está no topo, e no outro no chão.

As blogueiras começaram a ter influência, as pessoas começaram a seguir as nossas dicas ao invés de seguir dicas de uma revista. Nossas dicas eram (e ainda são) mais reais, além disso nós somos elas, as nossas leitoras. Elas se vêem na gente, por isso começamos a inspirar. E com isso, as marcas começaram a enxergar um novo e potente meio de comunicacão, os blogs não eram mais apenas diversão, mas sim um mercado novo e muito promissor. Foi aí que o que antes era “brincadeira” ou “passatempo”, passou a ser coisa de adulto. Os anunciantes mudaram seu modo de anunciar, começaram a incluir blogueiras em seus planos de marketing anuais. Sim, as revistas continuaram com os anúncios, tinha espaço pra todos. Que maravilha! Assim que é bom! Mas, o mundo gira e gira rápido! Se você não se segurar bem forte, você vai cair!

E foi isso que aconteceu esses dias, várias revistas GRANDES acabaram! Isso mesmo, ACABARAM! Deixaram muitos profissionais na rua… muitos deles agora com seus blogs, seus Instagrams e seus canais no Youtube.

As revistas acabaram porque simplesmente as pessoas pararam de comprar. Com o meio digital aí, tão fácil, tão acessível, tão rápido na informação e tão mão dupla na comunicação, não tem mais razão para alguém ir na banca de jornal e comprar uma revista. Por isso muitas delas estão acabando. E digo, acabando! Não estão migrando pro mundo digital não, estão acabando mesmo, pra sempre!

Com isso quero dizer duas coisas essenciais pra VIDA:

  1. Não devemos menosprezar os outros pelo fato de que HOJE você está no topo. Você pode se sentir superior agora, mas pare e pense: “Será que amanhã eu estarei aqui? Será que essa pessoa ainda estará aí por baixo? Ou será que precisarei dela? Quem sabe ela não será como eu ou, quiçá, até melhor do que eu!”.

  2. Muito importante pensar à frente, enxergar o que a maioria não enxerga agora, observar o futuro. Se o mundo está mudando, mude antes do que ele. Se não conseguir, pelo menos mude JUNTO com ele! Não fique parado nas suas idéias e não feche a porta pro novo. O mundo é muito maior do que aquilo que estamos vendo nesse minuto. Tudo muda e muda RÁPIDO! Acompanhe essa mudança com clareza e convicção.

Essas duas coisas essenciais pra vida são exatamente isso, essenciais pra vida! Não apenas para esse caso de jornalistas X blogueiras não. Pense na sua própria vida e veja como o mundo dá voltas, analise como você teve que se reinventar pra acompanhar as mudanças. A vida é e sempre foi isso!

Às vezes pensamos: “Como a vida é louca, olha onde estou hoje, olha o que aconteceu com fulano, que sorte a minha por ter encontrado meu amor, que sorte de fulano por ter aquele emprego, blá, blá, blá…”. Mas a vida não tem nada de louca, nós é que não nos damos conta de como a vida é bem óbvia! Tudo que acontece é porque assim deve ser. A vida é ÓBVIA, preste atenção e irá concordar comigo!

Assim como o mundo digital, a vida também é muito rápida! Aproveite e seja feliz!!!

Beijos beijos,

Beta

09 mar 2016

Geração Pugliesi sim!

Esse post não é pra Gabriela Pugliesi, não é falando mal dela, não é pra ser polêmico nem nada disso. Eu sigo a Pugli no Snapchat e desde então eu sou fã dela, muito fã! E até por isso eu sei que ela nunca vai ler esse post. Ela sempre comenta que não costuma entrar em blogs. O meu único objetivo com esse post é fazer com que, pelo menos, algumas de vocês se inspirem. De inveja o mundo já está cheio, vamos mudar o foco, vamos mudar a palavra, vamos nos inspirar!

Acho que desde que os blogs surgiram que o mundo maldoso da inveja vem criando asas e picando uma proporção gigantesca de pessoas. Depois dos blogs vieram os Instagrams, os Snapchats, e a inveja se proliferando mais e mais. Mas pra que sentir algo tão ruim por alguém? Vai fazer o seu salário aumentar? Vai fazer com que você fique com o corpo perfeito? Vai fazer com que você seja amada? Tudo isso em um passe de mágica? Não! Muito pelo contrário, a inveja atrai coisas ruins, pois é um sentimento ruim. A lei da atração ta aí pra provar que o que você transmite é o que você atrai. Então, pensem nisso antes de querer algo de alguém, ou pior, querer ser alguém!

Sermos nós mesmos é tão maravilhoso! Todos nós somos únicos. Todos temos algo que é particularmente incrível. E todos temos defeitos e problemas, TODOS! Ninguém vive em um mar de rosas, nem mesmo Budha, sério!

Quando começou essa moda fitness eu nem dava bola, nunca segui a Pugli no Instagram, nunca nem quis saber quem era ela. Não era daquelas que tinha inveja, até porque, como disse, eu nem sabia quem era Gabriela Pugliesi. Não me interessei em saber o que era a famosa hashtag no Instagram “Geração Pugliesi” que todo mundo falava. Ouvia muita gente falando que amava, mas muita gente falando que odiava. Ódio? De alguém que posta fotos no Instagram? E esse alguém, pelo que me haviam dito, dava dicas de como estar melhor com sua saúde e seu corpo? Não dá pra entender!

Desde que eu nasci minha alimentação é super infantil e sou uma negação absoluta para esportes, além de ter muita, muita preguiça, rs. Então, não via porque seguir alguém que só mostrava alimentos saudáveis e exercícios pro corpo. Algo que era totalmente o oposto do meu estilo de vida. Não ia me levar a nada. Nem por isso eu tinha qualquer coisa, por menor que seja, contra a Pugliesi. Cada um com seu estilo de vida! E se ela está dando dicas de como levar uma vida melhor… Meu Deus, só aplausos!

E aí que surgiu o Snapchat e uma amiga minha me indicou que seguisse a Pugli. Ainda meio sem vontade, fui lá e comecei a seguir. Gente!!! De cara fiquei apaixonada pela pessoa maravilhosa que ela é. Dá pra ver quando a pessoa é do bem. Dá pra sentir quando a pessoa é fake (Hellooooo, tem gente que acha que engana através das redes sociais!). Pra minha surpresa, a Pugli não estava falando sobre nada fitness, mas sim sobre várias outras coisas positivas. No início foi apenas isso que me fez continuar a seguindo, mas depois, pra minha surpresa mais uma vez, comecei a realmente me inspirar na malhação! Ver ela acordando todo dia às 6h da madruga pra ir malhar é uma super inspiração! Não tem como ignorar, mesmo tentando, rs!

Há uns meses comecei a ir na nutricionista, como já falei aqui no blog, mais por uma questão de saúde. Sempre fui magra, então não tenho tanto foco em emagrecer. O que sim eu sempre precisei, e ainda preciso, é baixar minha taxa de gordura corporal. Além disso, precisava entender melhor o que comer e o que não comer pra não chegar no hipotireoidismo, já que fui diagnosticada com subclínico dessa doença. Mas até aí eu só queria melhorar a minha alimentação. Não que eu tenha deixado de comer tudo o que amo, quem me segue no Snap (beta_pinheiro) sabe que ainda não sou nenhum exemplo. Porém agora sei o que é legal comer, o que vai me fazer bem ou não. De qualquer maneira, eu tava me importando apenas com alimentação, nem pensava em fazer exercícios físicos. Ok, pra não falar que “nem pensava”, fiz um tempinho de crossfit e de vez em quando ia na academia do meu prédio. Mas nenhuma dessas opções estavam me motivando, sabe? Até que, juro pra vocês, acompanhando o estilo de vida da Pugli, me deu um click!

Entrei na academia há quase 1 mês e estou amando! Pode ser aquele amor de iniciante, mas espero que dure bastante, rs! Estou com objetivo de deixar meu corpo mais tonificado, ter uma barriga mais desenhada, pernas mais fortes e por aí vai. Quero melhorar geral a situação aqui! Não sei se vou conseguir, não sei até quando vou estar nessa vibe do amor com a malhação. Só sei que me sinto feliz sendo inspirada pro bem (e não pro mal).

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Esse post ficou enorme, mas quero que vocês acabem de ler e se matriculem já na academia mais próxima! Hahahaha, brincadeira! Quero que vocês se sintam INSPIRADAS e motivadas! Na vida!!!

Usem as redes sociais pro bem, pra espalhar e absorver somente energia positiva. É disso que o mundo está precisando!

Se todo mundo fosse feliz, não existiria maldade. Pensem nisso e inspirem-se!

Beijos beijos

24 abr 2015

Reflexão: coisas ou experiências?

Sexta-feira chegou e junto com ela achei interessante fazer um post de reflexão pra vocês! =)

Estava lendo um artigo em que a ciência explica porque se deve gastar o dinheiro em experiências e não em coisas. Claro que esse é um blog que mostra muitas coisas materiais, como bolsas, roupas, sapatos, maquiagem etc. Mas também mostra minhas viagens, restaurantes que fui e gostei, algum esporte que fiz e outras experiências vividas por mim.

O dinheiro pode comprar sim felicidade, mas até certo ponto!

O professor de psicologia na Universidade de Cornell, Dr. Thomas Gilovich, tem estudado a questão do dinheiro e da felicidade por mais de 20 anos. Ele diz que um dos inimigos da felicidade é a adaptação. “Compramos coisas para ficarmos felizes, e isso funciona, mas só por um tempo. As coisas novas são excitantes no início, mas então nos adaptamos a elas”. O que era novo e excitante se torna apenas “normal”.

Em vez de comprar o último lançamento do Louboutin (esse exemplo foi modificado por mim, porque né? falamos de moda por aqui, rsrs) Gilovich sugere que obteremos mais felicidade gastando dinheiro em experiências como visitar exposições de arte, fazer atividades na natureza, aprender algo novo ou viajar.

Ele diz que consumimos experiências diretamente com outras pessoas, e depois que elas passam, se tornam parte das histórias que contamos uns aos outros. Mesmo se alguém não está junto conosco quando vivemos uma experiência qualquer, é muito mais fácil fazer conexão com uma pessoa que esteve no mesmo show que a gente do que com uma pessoa que comprou o mesmo sapato.

Somos bem menos dados a comparar negativamente as próprias experiências com a de outras pessoas do que comparar as compras materiais.

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Eu e Fabio no Geyser, Atacama. Dez, 2014

A pesquisa de Gilovich tem implicações para pessoas que desejam maximizar o retorno de seus investimentos financeiros em termos de felicidade, para empregadores que desejam uma equipe mais feliz, e para políticos que desejam cidadãos mais felizes (aham que os políticos se importam, né?).

Eu não vou deixar de amar ter bolsas incríveis e nem vou passar a me vestir de qualquer maneira. Irei sim continuar com meus pequenos prazeres fúteis, mas vou querer mais daqueles momentos, que por menores que sejam, fazem um bem enorme ao nosso coração e mente.

Deixo pra vocês, então, uma pergunta para refletirem no final de semana: o que te deixa mais feliz por mais tempo, uma bolsa cara ou uma viagem inesquecível?

Beijos e até semana que vem!

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09 abr 2014

Aprenda a viver mais feliz!

beta pinheiro algarve portugal

É isso mesmo, meninas! O post de hoje é uma “aula” de como ser mais leve, mais tranquila e, consequentemente, mais feliz. É um post meio auto-ajuda, mas que às vezes é bom pra dar uma animada em quem anda precisando, né? Não que eu seja a felicidade em pessoa todos os minutos da minha vida, todo mundo tem seus problemas e seus momentos pra baixo, mas de uma forma geral me considero bem feliz sim!

Não é qualquer coisinha que me faz ficar irritada hoje em dia. Digo “hoje em dia” porque há uns anos eu brigava por qualquer coisa, principalmente com namorado, e se não brigava eu ficava com uma coisa ruim dentro de mim pensando o motivo daquela pessoa ter feito tal coisa diferente do que eu teria feito, que era um absurdo e tal. Ou seja, a única pessoa que sofria, por besteira, era eu mesma! Ninguém é como você, como eu, como ninguém. Cada um é cada um! Cada pessoa pensa e age de um jeito diferente, não quer dizer que você seja melhor do que ela ou que ela seja melhor que você. Entender e respeitar os outros é o primeiro passo pra tranquilidade interior.

Pensem aqui comigo, se a gente se coloca no lugar do outro e tenta entender o outro, vamos sofrer menos se caso tal atitude alheia não seja aquela esperada por você. Certo? Pra mim, sim! As expectativas e o grau de importância que damos pra coisas sem importância é que fazem com que a gente sofra. Quando entendemos isso é que realmente podemos começar a mudar e sermos mais leves, mais felizes!

Por exemplo, vamos pensar em um relacionamento de namorados, é muito normal que a maioria deles acabe porque um prende demais o outro. E como é que isso acontece? Simples! A namorada não deixa o namorado sair com os amigos pra um bar, porque acha que ele é propriedade dela e sair sem ela nem pensar. Vai que ele encontra ali “outro amor da vida” dele, não é mesmo? Não! Não é, não! Se ele quiser encontrar outra pessoa, não será apenas saindo com os amigos que terá essa oportunidade. Fica tranquila que se isso tiver que acontecer, vai acontecer até no elevador do prédio do médico dele! Ou seja, não adianta prender o namorado em casa, isso só vai afastá-lo de você. Deixa ele sair e confie que ele está com você porque gosta, porque quer, se não ele já teria terminado, acredite! Estou falando tudo isso porque são essas coisinhas sem importância na vida que fazem muitas pessoas ficarem infelizes. Uma amiga minha outro dia não conseguia fazer nada porque sentia uma dor forte no peito constantemente, isso porque começou a ter um ciúme louco do namorado. Foi aí que eu falei pra ela que de nada adianta ficar imaginando coisas e sofrendo. Na nossa cabeça podemos criar milhares de histórias, mas a realidade mesmo pode ser bem diferente. Muitas vezes relacionamentos terminam sem ter que terminar. Apenas pelo fato da pessoa ter criado mil e uma histórias sem sentido na cabeça!

Além do ciúmes, existem várias outras coisas total sem importância mas que algumas pessoas acham que é o fim do mundo, ou da relação. Por exemplo, viajar separados! É o fim de alguma coisa você viajar sem seu namorado? O amor acaba? Pode ser por vários motivos, porque você quer ir com suas amigas, ou porque ele quer ir com a família dele, ou porque ele não pode sair do trabalho, ou porque você não quer ir pro mesmo lugar que ele, enfim… seria o fim do seu relacionamento se isso acontecesse? Pelo amor de Deusssss, quantas viagens lindas juntos os casais não fazem ao longo da vida? Por qual motivo dar importância para uma viagem que um dos dois não pôde (ou não quis) ir? Muitos amigos meus já terminaram namoros de anos por isso, a namorada não deixou ele viajar com os amigos sozinho. Por uma besteira dessas, um relacionamento de anos foi ao fim. Não é pra se arrepender?!?

Outra coisa bem sem importância real pra mim são as objetos materiais. Às vezes, vale muito mais ganhar uma carta escrita à mão do que uma bolsa da Hermès, um anel de diamantes ou qualquer outra coisa cara. Vejo mulheres que ganham jóias dos namorados/maridos e são super infelizes, porque não adianta ganhar o material mas o namorado/marido não dá amor, não dá carinho, não dá atenção, sai com outras mulheres e trata mal a sua. Por outro lado, vejo mulheres que mantém relações incríveis, daquelas invejáveis mesmo, sem nada disso. Claro que todo mundo gosta de ganhar presentes, de ser agradada, mas ninguém precisa se matar em dívidas pra provar que ama. O material não define amor e não define uma relação. Um relacionamento feliz envolve muito mais do que algo material.

Bom meninas, o segredo da vida é ser leve, ser tranquila, ser paz e amor, ser feliz! Pra que viver estressado, angustiado, nervoso, brigando com o mundo? Faz sentido? A gente nem sabe quanto tempo temos de vida, então vamos aproveitar! Dêem menos importância ao que não tem importância! O importante mesmo é o amor e a saúde. Sem saúde a gente não faz nada e sem amor também não. Como é bom se sentir amado e amar!!!! E não tô falando só de casais não, pode ser qualquer tipo de amor!

Resolvi fazer esse post mais por causa da minha amiga, aquela que falei que do nada começou a sentir um ciúme louco do namorado. Conversei com ela e ela entendeu que só estava fazendo mal a ela mesma. Fico tão feliz quando vejo que eu passei total dessa fase! Eu era mega ciumenta e me importava com qualquer besteirinha. Se meu namorado não me ligasse quando acordava, eu já achava que não gostava mais de mim. Por essas e outras que meus antigos namoros acabaram, né? Nem tinha como dar certo. Hoje sou outra pessoa, graças a Deus, muito feliz e bem resolvida!

Sejam leves e sejam felizes! Aproveitem a vida!!! Essa é minha dica de hoje! 🙂

Beijos,

Beta

03 jul 2013

Vamos falar de empregos, recrutamento e salários!

Dizem que no Brasil está cheio de oportunidades de trabalhos incríveisss, que tem lugar para todos e que o crescimento na carreira é rápido. Mas será mesmo?!?

Outro dia, quando fui jurada de um concurso entre os alunos do Senai Cetiqt aqui do Rio, uma aluna veio me falar que está iniciando um blog e me fez algumas perguntas sobre essa profissão (sim, é uma profissão). Teve uma que na hora eu não soube responder: “Qual é a parte ruim de ser blogueira?”. Eu gosto tanto de ter um blog, de ser minha própria chefe, de fotografar, viajar, conhecer produtos novos, participar de eventos, enfim… é tanta coisa legal que acabei esquecendo do principal para a sobrevivência humana, a remuneração! Pois é, a parte ruim de ser blogueira, pelo menos para a maioria delas, é a instabilidade financeira. Não dá pra saber ao certo quanto vamos ter na conta no final do mês, afinal não é como um emprego em que você tem o fixo certinho no dia tal mais benefícios.

Como não dá pra viver de incertezas e nem de permutas, eu não sou apenas blogueira, trabalho também como consultora de marketing digital free lancer. Graças ao blog descobri que amo esse mundo digital e resolvi me aprofundar nele, hoje curso o MBA em marketing digital na FGV.

Além do blog e da consultoria digital, tenho o site Sempre Sale, que está off no momento mas pretendo voltar com ele em breve, e tenho planos que não posso revelar por enquanto. Minha veia empreendedora é muito forte, sempre quis ter uma empresa, fazer as coisas do meu jeito. Mas também penso que seria ótimo adquirir experiência em outras empresas, para no futuro construir a minha com mais base. É aí que começa a minha caça à empregos, imagino que muita gente passe pelo que vou falar agora.

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No Brasil, se você não tem um QI (quem indica) muuuuito amigo, fica bem complicado conseguir a tão sonhada vaga em uma determinada empresa. Eu fiz estágio em assessoria de imprensa e trabalhei na área de exportação de uma grande marca de moda, consegui os dois empregos sendo indicada por pessoas conhecidas. Enviar o currículo e esperar, sem conhecer ninguém, é bem difícil! Não estou dizendo que não acontece, mas sim que não basta ter um currículo legal, é difícil.

Como muitas de vocês sabem, fiz pós graduação em marketing em Milão, quando terminei o curso fui procurar estágio na área em grandes marcas italianas. Não conhecia ninguém e adivinhem? Fui chamada para entrevistas em diversas marcas e peguei dois estágios. Pude escolher entre Roberto Cavalli e Costume National, acabei optando pela segunda empresa, onde estagiei por três meses até meu visto acabar.

Com isso quero dizer que, claro que na Itália também existe o famoso QI, mas se você tem um currículo interessante você tem grandes chances de fazer parte do mercado.

Os meus sonhos de empresas para trabalhar são Louis Vuitton e Google, uma de moda e outra da web, minhas duas paixões. Confesso que enviei meu CV para essas duas empresas aqui no Brasil várias vezes e nunca tive resposta. Nem sei se chegaram a ler!

Outra coisa que me incomada são os salários oferecidos, muitas vezes sem benefício algum (nas empresas de moda é super comum). Às vezes, parece que quanto mais especializada você fica em um assunto, mais impossível fica de conseguir um emprego bacana, que pague o que você realmente merece. Com a minha experiência profissional e meus cursos entre pós e mba, o que querem pagar é algo totalmente incompatível. Isso me deixa super desanimada!

Minha última tentativa de emprego foi na Farm, onde me candidatei para uma vaga em Branding sem nem saber quanto iriam pagar por ela. Não conhecia ninguém na empresa, viram meu CV e me chamaram para a dinâmica de grupo. Fiquei impressionada com o recrutamento. São alguns grupos de candidatos para realizarem as dinâmicas, daí alguns vão para a outra fase, onde só aí ficam sabendo quanto iriam receber caso conseguissem o emprego.

É certo isso?!? A pessoa se candidatar sem saber o quanto possivelmente irá receber? E ainda participar de dinâmica de grupo e continuar sem saber o quanto iria receber? :/

Depois disso tudo, imagina que você não passou em tal entrevista ou dinâmica de grupo, você não gostaria de saber o motivo de não ter passado? Eu sim! É sempre bom para que possamos melhorar na próxima oportunidade. Mas não, a gente fica sem saber e imaginando mil motivos que talvez não tenham nada a ver!

Bom gente, não sei se consegui me expressar tão bem quanto queria, mas com todo esse texto quero dizer que ter um emprego legal, que pague de acordo com o que você desenvolveu na vida, não é assim tão simples. Pode sim estar cheio de oportunidades incríveis aqui no nosso país, mas está cheio de candidatos também, sendo eles incríveis ou amigos/filhos/vizinhos de QI.

Eu continuo com o blog, que eu amo, com meus trabalhos freela e com meus planos de empreendedorismo. Mas continuo também tentando a minha vaga na LV ou no Google!

Boa Sorte para todos nós!!!

Beijos,

Beta

*foto Steve Jobs: reprodução

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